domingo, 4 de outubro de 2009

A LÓGICA LOUCA DO AMOR DE DEUS

No Evangelho segundo João, capítulo 4, Jesus, ao mostrar a importância da mulher estabelecendo um diálogo com a mulher de Samaria, não só denunciava o seu “des-valor” por parte daqueles com quem partilhava uma certa visão de mundo, mas também interferia nesta, introduzindo um novo modo de ver a mulher naquele contexto, sugerindo, portanto, que os relacionamentos poderiam e deveriam seguir uma outra lógica. Tal lógica era difícil – talvez impossível – de ser compreendida segundo os padrões vigentes naquela cultura.


Jesus exercia seu ministério segundo sua livre e soberana vontade, durante horas e horas. A todo instante via-se envolvido em polêmicas teológicas, conflitos e confrontos de toda ordem que resultavam sempre em liberdade, cura e salvação para aqueles de quem soberanamente se compadecia e perdoava, e jamais se frustrava nos seus intentos. Foi nesse contexto, pois, que ele aproximou-se da fonte onde encontraria a mulher a quem ofereceria uma água diferente, embora estivesse tomado pela realidade humana da sede, da fome e do cansaço. (v.6-8).

Ora, ele pediu quando quis dar. (v. 10). Isto explica por que suas palavras não foram compreendidas. Tal incompreensão, porém, só aumentava a curiosidade e interesse da mulher. Não há dúvida, portanto, de que foram as indagações da samaritana, sua perplexidade diante daquelas estranhas palavras que lhe abriu a possibilidade de ser uma nova mulher, transformada pelo poder e sabedoria do amor de Deus, senão vejamos:

1. Primeiro ela ignora; (v.11)


a) Qual o dom de Deus?
Conforme, afirma McNair (1983), há três notáveis dons aos quais se refere o Novo Testamento:· O Filho de Deus (JO 3:16)· A vida eterna (Rm 6:23)· O Espírito Santo (JO 7: 37-39)

b) Qual é a água viva?·

Algo que ele dá (v.10)· A água, na Bíblia, é símbolo do Espírito Santo (JO 7: 37-39)

c) Qual é a fonte de água que salta para a vida eterna?

É o amor de Deus derramado nos corações sedentos pelo próprio Espírito, o qual também é liberdade ( Rm 8:2; Rm 5:5; 2Co 3:17).

2. Depois ela passa a conhecer;

Jesus a ensinou, com suas atitudes, que amar era fazer a vontade do Pai. Era, pois, necessário conhecer a lógica desse amor para poder fazer o mesmo. Tratava-se de deixar-se invadir por essa água que seria saciadora das almas sedentas de algo “novo”, mesmo estando elas imersas numa atmosfera de religiosidades, regulamentos e obsessão pelo tema “pecado-punição” e, talvez, por isso mesmo.

Jesus estava oferecendo àquela mulher a liberdade para amar segundo seu Espírito, uma vontade irreprimível de viver abundantemente em obediência ao Deus Pai. Obediência esta semelhante àquela que existe entre o Pai e o Filho, desprovida de qualquer sentido de dominação, coação ou sujeição. Isto porque o Filho é livre para obedecer ao Pai, a quem ama e por isso também é amado pelo Pai.

O tipo de relacionamento que se estabelece quando somos livres para amar, é mais importante que o suprir temporário das nossas necessidades humanas. Por isso, a samaritana logo pediu: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não tenha mais sede, nem precise vir aqui busca-la” (v.15). Ela sabia que faria toda a diferença sair do “reino da necessidade” para o “reino da liberdade” onde nossas mais profundas necessidades podem ser supridas de uma vez por todas.

A necessidade de amor e do afeto não encontra satisfação quando usamos “meios’ inadequados para conseguir. No caso da samaritana, vemos que o encontro com Jesus a fez ver que os relacionamentos que escolheu estabelecer com os homens a impedia de relacionar-se com o “sétimo homem” da sua vida e com Deus, como veremos a seguir, quando tratarmos das características da verdadeira adoração. Os “maridos” alheios eram esses meios que ela precisava abandonar se quisesse ter acesso àquela água viva.
É bastante interessante notar o que está acontecendo neste nível do diálogo. Jesus usa o raciocínio da samaritana de modo completamente inverso, no que se refere aos meios que se deve usar para ter acesso a esses dois tipos de recurso: o recurso finito natural (água da fonte de Jacó) e o recurso infinito sobrenatural (água viva).

Repare que, ao ouvir Jesus falar sobre a água viva, a samaritana, ainda sem compreender que se tratava de algo sobrenatural, duvida que Jesus pudesse lhe dar dessa água visto que ele não tinha os “meios” naturais de obtê-la: “(...) Senhor, tu não tens com que a tirar e o poço é fundo;(...)” (v.11).Entretanto, ao ouvir a samaritana pedir que lhe desse da água viva, Jesus, lhe responde: “Vai chama teu marido e vem cá” (v.16).

Jesus sabia que ela também não tinha os meios para ter acesso à água viva. O que não significa que ela deveria estar em coerência institucional com qualquer que fosse a exigência legal-religiosa(casamento formal) para ter acesso ao que aqui é representado pela expressão “água viva” e que só ocorreria com a descida do Espírito Santo para habitar no coração dos que creem. Pelo contrário, ela devia deixar de querer suprir suas necessidades mais profundas (de amor, de afeto e de comunhão com Deus) pelos seus próprios meios, pela via do esforço próprio).
Senão vejamos: “Replicou-lhe Jesus: Bem disseste não tenho marido; porque cinco já tiveste e esse que agora tens não é teu marido” (v.18).

Diante daquelas palavras, restou à mulher concluir: “Senhor vejo que tu és profeta” (v.19). Ela sabia que Jesus falava da parte de Deus – embora ignorasse ainda que Jesus era o Messias - como um verdadeiro profeta e passou-lhe a indagar sobre questões religiosas, mostrando assim que preocupava-se com a sua vida diante de Deus.

sábado, 23 de maio de 2009

Como faço para ajudar a manter o ministério VEM &VÊ TV?


terça-feira, 31 de março de 2009

O PARADOXO DAS DE-CISÕES

Toda de-cisão tem que ter um começo. Sem começo não de-cisão, e sem decisão não há começo de nada.
Saber disso muda a vida, seja no âmbito mais simples ou no mais complexo.
De-cisão não é apenas boa intenção. Boa intenção é a sepultura dos covardes que não fazem nada além de falar, falar, falar...
É completamente triste e devastador quando você encontra pessoas viciadas em “boas intenções”; e que em geral são pessoas incapacitadas de realizar o que “formulam”, justamente porque sua “bem intencionada conversa” é apenas uma máscara que esconde a incapacidade dela (o pensar, o falar, o propor) realmente se tomar uma de-cisão.
Sem decisão toda boa intenção já está morta!
Toda decisão carrega, para quem a pratica, a possibilidade do pecado. Pois quem sabe se a boa intenção é mesmo boa?
A questão é que a decisão precisa ser boa, e nenhum de nós sabe além de sua própria intenção.
Por isto, se somos chamados para boas obras, também o somos para que as façamos com alegria, apesar de não sabermos se no fim elas todas serão realizadoras do bem.
Ora, isto tudo parece nos colocar num “chão” de total paradoxo; visto que sou chamado a fazer com boa intenção todas as coisas, ao mesmo tempo em que não sei se o que eu chamo de “bom” é de fato o que Deus chama de Bem.
E ainda sou chamado a fazer todas as coisas com alegria e gratidão...
Portanto, para o ser que se decide, tal ato implica numa entrega, pois, de fato, não se sabe nada sobre aquilo acerca do que se decide. Sim, nunca!
Dessa forma, vindo a ser para o bem, ou para o mal, a decisão precisa ser em fé e boa consciência; posto que somente o tempo revelará se foi boa ou má a obra que fiz.
Assim, meu chamado é para a obediência em razão de que toda de-cisão deve gerar alguma “partida”; alguma cisão.
Cordões umbilicais se partem...
Não nasce um homem sem de-cisão!
A obediência sempre será por muitos outros olhos vista como desobediência, visto que num mundo caído o que é bom para uns nem sempre é bom para todos; na maioria das vezes a minha benção é vista como algo péssimo para algum outro ser humano, no mínimo.
O que nos salva da loucura é a ignorância!
Esta é minha melhor lucidez!
Isto porque se soubéssemos quais são os desdobramentos de todas as nossas ações e decisões, provavelmente não suportássemos.
E a pura ironia talvez fosse ver que nossas boas intenções nem sempre geraram o bem; e algumas de nossas obras más nem sempre realizaram o mal.
“Ri-se deles o Senhor...”
Eu, porém, carrego toda a culpa pela primeira; e não tenho mérito pela segunda. Assim, conclui-se que o coração do homem faz planos, mas a resposta certa vem da boca do Senhor.
Daí Paulo dizer que tudo o que não provém de fé é pecado. Pois o que nos salva da moralidade judiciosa e enlouquecedora das decisões é a fé que age com boa consciência diante de Deus.
Do contrário...sem fé...todo ato de obediência se tornaria loucura. Cada um, porém, tem que decidir conforme sua própria consciência, mesmo que isto seja “desobediência” para quem observa.
Esta será sempre a sua sanidade!
O covarde que não entrará no Reino dos Céus é todo aquele que teme decidir pelo bem revelado, pois achou mais segurança no mal como estabilidade.

Caio

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Encontro Nacional das Estações Rio 2009

INSCRIÇÕES ABERTAS!!! Clique no banner para acessar o site

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quando a Palavra é viva e eficaz em nós


Quando a Palavra é viva e eficaz em nós from Caminho da Graça | blog on Vimeo.

ENCONTRO NACIONAL DAS ESTAÇÕES DO CAMINHO DA GRAÇA 2009


ENCONTRO NACIONAL DAS ESTAÇÕES DO CAMINHO DA GRAÇA
Rio 2009
11 a 14 de Junho 2009

LOCAL: Espaço Lonier - Vargem Pequena
Estrada Frei Tibúrcio, 470 - Vargem Pequena - Rio de Janeiro - RJ - (Altura do nº 10.916 da Estrada dos Bandeirantes).

PROGRAMAÇÃO: Mensagens, Canções & Devoções, Celebração da Ceia, Passeios (Conhecendo o Rio de Janeiro), Piscina, Futebol, Praia (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Grumari), Caminhada, Reflexão, Lual, Festa dançante.

ENCONTRO ESPECIAL: I Encontro Nacional do Caminho Criança

ESPAÇO: Para reflexão, encontros, reencontros, novas amizades, companheirismo, comunhão, alegria, graça, cura e refrigério em Jesus.

INSCRIÇÕES: Em breve no blog do Encontro das Estações 2009

INFORMAÇÕES: E-mail: encontrorio2009@gmail.com

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CHEGA DE PAPO FURADO. VAMOS ORAR?

Somos informados pela Palavra que nada temos porque não pedimos, e que, quando pedimos, não obtemos, pois, pedimos mal, apenas para esbanjar nos prazeres e nas ilusões de aquisição, poder e conquista.



Por outro lado somos estimulados a pedir bem, segundo a vontade de Deus, que é amor, pois, assim sendo, sabemos que já obtivemos o que Lhe temos pedido.



Jesus mandou que pedíssemos com amor e fé, em Seu nome, pois, Ele mesmo é a Resposta a todas as nossas orações.



E mais: Ele disse que quando pedíssemos veríamos tanto amor de Deus sendo derramando que nossa alegria espiritual seria completa.



Além disso, foi Jesus também quem disse que ao orarmos devemos crer de antemão que já fomos ouvidos.



Já vi muitas vezes na vida o que uma intensa dedicação à oração concentrada em fé e amor pode realizar.



Vi acontecendo com outros e também comigo!



Na realidade vejo que peço pouco, pois, de algum modo, é como se eu mesmo soubesse que Ele sabe, e, assim, pelo excesso de certeza acerca Dele, não peço como foi ordenado que eu fizesse. Porém, quando faço, minha alegria é sempre completa, pois, muitas vezes, vejo na hora as coisas acontecerem. Outras vezes, no entanto, demora um pouco, e, em tais casos mais demorados, nem sempre a resposta vem como solicitada, pois, de fato, sempre vem melhor.



Eu, todavia, creio que se alguém se dedica a pedir aquilo ao que Jesus diz “amém”, não há como não vir a acontecer.



Jesus enfatizou a oração mais do que qualquer outro tema.



Sim! Jesus manda orar; orar mesmo; orar sem cessar; orar para não entrar em tentação; orar para amar o inimigo; orar pela vinda do reino; orar pelos doentes e encarcerados; orar pelos aflitos do mundo; orar por reis e governantes; orar pedindo que a grande tribulação não seja longa demais; orar pedindo que nossas fugas não sejam no inverno da vida; orar pela subversão dos poderes do mundo; orar sabendo que nenhuma autoridade manda em nada; orar crendo que para Deus tudo é possível.



Sobretudo, Jesus mandou orar com amizade por Deus, com solidariedade pelas causas do céu na terra!



Oração, todavia, hoje em dia, é, na melhor das hipóteses, uma macumba, um exercício de poder, um acesso alternativo aos “bens deste mundo”; ou, ainda, apenas um falar autoritário enquanto se marcha no chão do templo pedindo sucesso, carro, casa, emprego, ou soluções para problemas afetivos com o marido, o amante ou a eliminação dos inimigos.



Foi interrompido por alguns minutos!...



Mamãe ligou pra mim... Minha tia Elvira, a mais velha da casa de meu pai, acabou de partir para encontrar com Jesus, com meu avô, com meu pai, com meu irmão Luiz, com meu filho Lukas, e com todos os meus tios e tias que já foram, e, também, foi e já está na presença do Rei da Glória.



Louvado seja Deus pela partida de minha tia santinha e amada!



Aqui de onde estou — sem poder correr até Manaus para sepultá-la e consolar meu primo João Fábio, único filho dela — oro por todos e também pelo meu primo João; e peço ao Espírito Santo que se derrame sobre ele e sobre todos agora.



O Anjo do Senhor está acampado!



Por que você não firma o propósito de orar sempre neste ano que agora começa?



Sim! Falar menos, ouvir mais, opinar menos, julgar nada, e, em compensação, orar tudo o que antes seria objeto de seus discursos e tentativas de intervenção pessoal!



Fale com Deus. Com os homens adianta muito pouco!





Com oração, Nele, que é o meu Amém,







Caio

4 de janeiro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF