IRADOS E INJURIADOS, os religiosos não poderiam olhar para Jesus senão julgando serem mais santos que Ele. O olham, assim, de cima para baixo. Por isso, se veem na obrigação de “salvar” Jesus da “péssima reputação” que Ele mesmo decidiu construir para si muito cedo. Citemos alguns exemplos:
Sendo tão jovem, dirigia palavras duras(?!)contra as autoridades religiosas instituídas por DEUS;
Andava frequentemente com publicanos e pecadores, tinha “amigas” que um homem só podia ter se tal amizade fosse discreta e breve, mas nunca pública e constante (Mt 11:19;Lc 7:34);
Não observava os ritos de purificação que um bom judeu devia observar na hora das refeições;
Inundou as talhas de pedras (objetos sagrados) com vinho numa festa de casamento. Fosse suco de uva ou coca-cola seria igualmente “desrespeitoso” para os religiosos;
Engatou um diálogo com uma samaritana que não só surpreendeu os seus discípulos como a própria mulher deixando-nos uma grande lição quanto ao nosso racismo, xenofobia e etnocentrismo (João 4:27;9). Ainda hoje, vale notar, achamos que, em nome de Jesus, devemos queimar livros, quiça pessoas, que professam uma fé diferente da nossa!
Engatou um diálogo com uma samaritana que não só surpreendeu os seus discípulos como a própria mulher deixando-nos uma grande lição quanto ao nosso racismo, xenofobia e etnocentrismo (João 4:27;9). Ainda hoje, vale notar, achamos que, em nome de Jesus, devemos queimar livros, quiça pessoas, que professam uma fé diferente da nossa!
Deixou-se lavar os pés por uma prostituta cujos cabelos foram soltos – o que era imoral – para enxugar-lhe os pés.
Dava motivos para ser chamado de glutão e beberrão, e nas discussões jurídicas e religiosas sempre tornava os “pontos pacíficos”, em temas "sujeitos a discussão", de modo que era como se afirmasse que doutores da Lei estavam errados e somente ele, certo, o tempo todo...
Os religiosos cristãos do Ocidente têm hoje, uma posição bastante confortável ao assumirem que estão seguindo a Jesus, pois ele não está, em carne e osso entre nós, como esteve na Palestina daqueles dias. O único incômodo que ainda carregam, é o de fazer Jesus parecer que era mais santo do que, de fato, foi, a julgar pelo que se registra nos Evangelhos.
Jesus era Jesus demais para ser o Emanuel, o DEUS CONOSCO. Por isso, jamais encontrei alguém admitindo que Jesus se assentava na roda dos escarnecedores, ou que Jesus não fugia nem do mal nem da aparência do mal segundo os critérios oficiais dos obcecados pelas performances da religião; ou que Jesus apontou a “desobediência de Davi” quando este comeu os pães da proposição como “exemplo” para justificar a colheita "indevida," segundo os fariseus, dos discípulos.
E mais: relativizar demasiadas vezes a importância do Templo como locus central da vida religiosa do Seu povo para onde afluíam curiosos e crentes de vários lugares do mundo de então?
Jesus era indefensável, mas os que o olham de cima para baixo e, sobretudo, a dois mil anos de distância, querem defendê-lo e para isto precisam torná-lo mais “santo” do que Ele foi, segundo seus padrões discriminatórios e desumanizadores de santidade.
E mais: relativizar demasiadas vezes a importância do Templo como locus central da vida religiosa do Seu povo para onde afluíam curiosos e crentes de vários lugares do mundo de então?
Jesus era indefensável, mas os que o olham de cima para baixo e, sobretudo, a dois mil anos de distância, querem defendê-lo e para isto precisam torná-lo mais “santo” do que Ele foi, segundo seus padrões discriminatórios e desumanizadores de santidade.
Não obstante, se quero saber o que é santidade, retidão e justiça, apenas olho para Jesus, na certeza de que Ele é o critério, a referência, a medida de todas as coisas, a partir da qual sei se ajo com justiça ou santidade em relação ao outro.
Adico,
25 de fevereiro de 2010.
Adico,
25 de fevereiro de 2010.

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