sábado, 8 de outubro de 2011

A IGREJA DO CAMINHO E A IGREJA DA RELIGIÃO

Apesar de ser uma coletividade de seres humanos com todas as implicações disso (inacabada, condicionada, falível, etc.), a Igreja do Caminho é a que agrada a Deus e é diferente da Igreja da religião.

            Deus criou a Igreja pelo Seu Espírito, o qual é Espírito de comunhão, de cooperação, de associação, de comunidade, de comum – unidade

Deus é um Deus Triuno, não um Deus indivíduo. Assim também o Caminho não é um caminho solitário, mas o caminho das livres associações, do companheirismo, da vida comunitária, onde a dimensão individual e a dimensão coletiva é respeitada, assim como o Pai é livre em relação ao Filho e ao Espírito e vice-versa, mas estão em perfeita triunidade!

Nem uma mente humana poderia imaginar algo melhor para a vida social do que a IGREJA que o homem Jesus sonhou para nós.

A assembleia ou o ajuntamento mais cristão da história foi a Igreja dos seguidores do Caminho que surgiu em Antioquia.
  
Ela surgiu em Antioquia porque não poderia ter surgido em Jerusalém.
Foi a igreja de Antioquia que nos deu Paulo, ao passo que a Igreja de Jerusalém nos deu a Pedro.

Observe que “em Antioquia os discípulos foram primeiramente chamados de cristãos”.(At 11:26).

Eles não foram chamados pelos seus nomes individuais, mas  por causa das relações que estabeleciam entre si carregadadas das características de Cristo, foram assim re-conhecidos como semelhantes a Cristo.
Tal nome não lhes fora dado como um rótulo, pois naquela época era comum nomear as pessoas conforme o caráter e características e se estas desapareciam ou mudavam, mudava-se também o nome.
Foi a Igreja em Antioquia que foi chamada coletivamente de "cristãos", porque eles tinham características comuns que sobressaíram sobre suas características individuais. 
Essa característica produzida pelo grupo advinha diretamente de Jesus, provando que era o Senhor o Caráter a quem seguiam, não advindo de manuais, fórmulas ou modas comportamentais na vestimenta, na alimentação ou na prática de rituais litúrgicos ocorridos dentro do Templo, ou mesmo na maneira de falar. Pelo contrário, eles eram semelhantes a Cristo, não, uns aos outros.
Comparando a Igreja de Antioquia e a Igreja de Jerusalém, podemos afirmar que:
1. A Igreja de Jerusalém  era a Igreja da religião - o Caminho cristão nunca chegou a realizar-se em Jerusalém, por causa do apego dessa igreja à religião. Por isso, ela produziu a Pedro e sua ética de inclusão excludente.
Se não, vejamos:
Apesar de os cristãos judeus serem profundamente exclusivistas, pregando apenas para si mesmos, Pedro se relacionava com gentios, mas tratando-os como cristãos de segunda classe. Até aceitava partilhar o pão com gentios, mas se alguém de Jerusalém estivesse presente, ele perdia a fome imediatamente. Pedro nunca se tornou um evangelista para o mundo, pois preferiu ficar adstrito aos limites culturais de seu racismo, do qual nunca se libertou;

2. A igreja de Antioquia era a Igreja do Caminho - O Caminho cristão encontrou nela espaço para sua singularidade, pois não era judaísmo, nem uma seita derivada desse, mas o próprio e único Evangelho da Graça anunciado por Paulo aos gentios, sem inibições ou barganhas, o que permitiu que ele fosse chamado "apóstolo dos gentios".
As raízes da Igreja que caminha segundo a fé de que Só Cristo salva, deita suas raízes em Antioquia, donde saiu Paulo para ganhar a Europa, não em Jerusalém.
O Caminho não é inclusão excludente, o Caminho é Cristo!



0 comentários: